Brasília - O secretário de Educação à Distância do Ministério da Educação (MEC), Carlos Bielshowsky, disse que até o final deste ano 92% das escolas brasileiras terão acesso à internet. Ele apresentou as ações do governo brasileiro para promover o acesso à inclusão digital e a capacitação de professores na área de tecnologia durante a Conferência Internacional – O Impacto das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação.
Governos estaduais e municipais, entidades públicas e privadas (sem fins lucrativos) interessados em montar telecentros comunitários têm até 26 de março para apresentar propostas ao governo federal. Portaria publicada nesta semana prevê a criação de 3 mil novos telecentros, além de subsídios para os 5 mil já existentes.
“Quanto mais entidades sociais participarem diretamente, mais regionalizado e vinculado a uma comunidade será o programa, garantindo mais efetividade”, acredita o coordenador dos programas de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez.
Para montar o telecentro, o governo federal envia às entidades selecionadas kits com dez computadores novos, mobiliário, além de conexão banda larga. Também está previsto no edital o pagamento de bolsas no valor de R$ 484 para jovens interessados em ser monitores nesses locais.
Como contrapartida, governos e entidades precisam arcar com os custos de manutenção das máquinas e do local do telecentro. “É uma exigência que o telecentro esteja em um local de livre acesso para o público e também não poder ser privado, e não pode cobrar nada pelo acesso”, diz Alvarez.
Depois da implementação da TV digital, em 2010 será a vez de o governo escolher o modelo de rádio digital para o Brasil. Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, o novo modelo deve ser definido até fevereiro. A decisão deverá ser tomada após reuniões com radiodifusores e estão sendo analisados os modelos americano e europeu.
A principal vantagem do rádio digital é a melhora da transmissão em ondas curtas, ampliando o leque de emissoras que poderão chegar a áreaas distantes da região amazônica – onde atualmente só chega a programação da Rádio Nacional da Amazônia, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).