Naomar Alcântara, que ensaiara ingresso na política ao conseguir expressiva votação para Juthay Magalhães (o pai), em 1974, preparava o terreno da ascensão de Zeca Pinto, o que ocorreu em 1976, e assegurou o início de sua carreira como o segundo Estadual eleito, em 1978, fazendo de Itororó um bissexto pequeno município, estufando o peito de orgulho por ser domicílio eleitoral de três deputados (um federal – Henrique – e dois estaduais – Eujácio Simões e Naomar Alcântara). Na segunda metade da década dispunha de cinco casas bancárias (a pioneira Cooperativa, o Bradesco – ex-Banco da Bahia – o BANEB, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica) e via a Cabana da Ponte ser pouso de “estrangeiros” do mundo todo em visita à Central de Inseminação da agora Cabana da Ponte Agropecuária Ltda., materializada utopia de Sinval Palmeira. |
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A década despertou com a criação da Escola Técnica de Contabilidade Agostinho Costa Santos, passando a rivalizar com a Escola Normal Henrique Brito a oferta de ensino médio, tudo transformado em Centro Educacional de Itororó (incluindo o Ginásio Juracy Magalhães) quando Florisbeu (Abel) Moreira assumiu a Prefeitura, depois da vitória sobre Orlando Borges de Souza, o Tenente Orlando, para um mandato tampão de dois anos, fazendo retornar ao poder a hegemonia de Eujácio Simões diante de Henrique Brito e Agostinho Costa Santos, quando corria por fora uma “zebra”, José Menezes Lima que, por sinal, destronou a conquista eujaciana, em 1972, que apostara continuar com o favorito e imbatível José Ferreira Pinto.
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Quando Itororó se viu nos dez anos, terceiro prefeito e dois Deputados Estaduais (Eujácio reeleito), já se tornara sede de Comarca há mais de dois, com Juiz e Promotor, tivera o primeiro Júri e assistira Raimundo Lima, debutando a filha Iara como assistente de defesa, quase libertar Délcio Pindaíba, que esfaqueara Edgar na Rua da Cancela. |
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1964: a cidade temeu vivenciar a angústia de ver alguns de seus filhos presos pelo golpe vencedor, que destacou preposto militar para averiguar, instalado no Gabinete do Prefeito, as ações dos integrantes do “grupo dos onze”, que levou Brasilino quase a morrer de susto(!) – salvo pela providencial intervenção de Derneval Landim – depois que o coronel lhe exibiu correspondência por ele enviada ao Governador Leonel Brizola, onde afirmava peremptoriamente que “a coisa aqui tá boa. Só falta as arma”.
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O Cine Itororó (16mm), de Bolivar, enfrentava a concorrência do Continental (35mm) – instalado onde fora o Glória – que trouxera, como primeira exibição, o premiado Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus. Em meio aos faroestes e espadachins, chanchadas e Cantinflas, os menores de 18 anos esforçavam-se para assistir filmes proibidos, vigiados por Zé Birrinha, zeloso comissário de menores. A ousadia das cenas de “E Deus criou a mulher”, “Os cafajestes” ou “Europa de noite” (entre outros) fazia ecoar pela sala um interminável iisssshhhhhh, escândalo para as famílias, exigindo da direção o acender da luz durante a projeção para frustrar o desrespeito. |
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