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 A 9ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos foi encerrada no dia 21, em Brasília, com uma crítica da secretária executiva do comitê, Silvana Nair Leite, de que, no Brasil, nem sempre a lógica do “ uso racional de medicamentos” é respeitada. Segundo ela, o uso racional consiste na prescrição de um remédio, pelo médico, observando a opção mais eficaz, segura e econômica para o paciente. De acordo com Nair Leite, o problema estaria na qualificação dos profissionais de saúde, e, principalmente, no mercado que dá acesso aos medicamentos sem a receita e ao excesso de publicidade dos laboratórios. “ No Brasil a gente tem a propaganda de medicamentos feita diretamente ao médico, de uma forma muito agressiva, para a população até que está controlada, mas também temos um tipo de propaganda ao usuário de medicamentos que influencia o sobre consumo” disse.
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 Estão suspensas temporariamente, em todo território nacional, as propagandas de medicamentos a base de ácido acetilsalicílico e, também, de medicamentos destinados ao alívio dos sintomas da gripe, como o paracetamol, a dipirona sódica e o ibuprofeno. A Resolução 43/2009 (PDF) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14), é válida para todos os meios de comunicação de massa, inclusive a internet. A medida da Agência leva em consideração os dados do último Informe Epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde, no dia 11 de agosto, onde se observa que, dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave notificados e confirmados laboratorialmente para influenza, 77% são causados pelo vírus H1N1.
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A decisão foi tomada para que o sistema de saúde possa atender com maior tranqüilidade aos pacientes com suspeita de influenza  A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite será realizada no dia 19 de setembro. Inicialmente prevista para 22 de agosto, a mudança na data não comprometerá a saúde das crianças nem o efeito protetor da vacina aplicada na primeira etapa da campanha, realizada em 20 de junho. A decisão tomada pelo Ministério da Saúde tem o objetivo de evitar uma sobrecarga ainda maior nos serviços de atenção básica, porta de entrada para os pacientes com suspeita de gripe, e contribuir para que a vacinação ocorra em um cenário mais tranqüilo, com os trabalhadores da área em condições de dar prioridade ao trabalho de imunização. A orientação atende também a pedido de secretarias estaduais da saúde dos Estados mais afetados pelo aumento do atendimento a pacientes com sintomas de gripe. “ Embora nem todos os Estados apresentem sobrecarga no sistema de saúde por causa da Influenza A, optamos por adiar a campanha de vacinação em todo o país. Isso porque, quando realizada simultaneamente em todos os Estados, criamos uma rede de proteção e garantimos uma maior imunidade de grupo”, explica o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna.
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 Até janeiro, 18 milhões de doses de vacina contra o vírus Influenza H1N1 devem chegar ao Brasil. Do total, um milhão já estará pronta para imunizar a população, conforme os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, e as 17 milhões restantes serão finalizadas pelos pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo. De acordo com o presidente da Fundação Instituto Butantan, Isaías Raw, a entidade tem capacidade para finalizar as vacinas francesas e ainda produzir as brasileiras. A estimativa é que 30 milhões de doses contra a influenza A (H1N1) - gripe suína - sejam produzidas no Brasil até o ano que vem a partir da cepa do vírus que chegou ontem (11) da Inglaterra. Durante coletiva à imprensa na tarde de hoje (12), Raw disse que as vacinas brasileiras devem ficar prontas até o primeiro semestre de 2010. " Mas ainda não sabemos se esta quantidade atenderá 30 milhões de pessoas ou 15 [milhões] pois não temos conhecimento de quantas doses serão necessárias, uma ou duas", afirmou.
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